José morador da Rua Nova brejal à sessenta
e sete anos. Dedo como é conhecido na comunidade, chegou na é conhecido na
comunidade, chegou na Rua Nova Brejal, como seus pais seu José Cristovão e dona Maria, seu pai era um alagoano e sua mãe uma cearense.
Dedo antes de morar na brejal residia na
localidade chamada de São Lourenço que fica próxima a rua nova Brejal.
Dedo relata que quando criança a Rua Nova
brejal tinha o nome de Avenida Brejal era uma rua reta sem becos e vielas,
atualmente a antiga Avenida Brejal é conhecida como Rua dom Luis de Vasconcelos
e foi criada uma nova rua que conhecemos hoje como Rua Nova Brejal.
Na rua passava um grande dique e suas águas
eram utilizadas na fabrica de saco de linhagem que ficava localizada no Fiais,
atualmente a fabrica encontra-se desativada.
Ao perguntar sobre como era o transporte na
região José (Dedo) informa que recorda-se que existiu um bonde que fazia o
seguinte roteiro: Passava pela San Martin, Retiro e subia até a Liberdade, nesse
momento Dedo lembra que nesse período ainda existia o antigo matadouro de bois,
em relação ao bonde ele acredita que era chamado de linha oito o bonde que fazia
esse percurso.
Dedo recorda-se com emoção que seu pai José
Lorenço teve uma lotação no largo do tanque, (o que conhecemos hoje como topique).
Continuando a falar sobre o largo do tanque
José conta que o bairro já foi muito valorizado, já teve cinema assim como o bairro
da liberdade (cinema São Jorge). Existia também um grande barracão chamado de Coap
onde os moradores da brejal iam vender algumas hortaliças que colhiam na horta que
existia no final da rua brejal. Atualmente no local que ficava a Coap é um
posto de gasolina.
Após alguns minutos de silencio Dedo volta
a falar sobre seu pai, conta que o mesmo trabalhou na empresa Leste Brasileiro,
que o seu trabalho era pegar o manganês nos vagões dos trens que ficava
localizada na baixa do fiscal e depois levar para o porto na antiga Praça Cairu
que conhecemos atualmente como Comércio.
Ao termino da conversa Dedo fala que a rua
nova brejal cresceu bastante antes as casas eram de zinco e palha, hoje podemos
ver a mudança na estruturas das casas, porém com o crescimento da rua acabou resultando
no aumento da violência. E o bairro do largo do tanque no lugar de crescer regrediu
não existe um posto de saúde aqui o mais próximo é o da liberdade ou do São Caetano.
Perguntado sobre a duvida que existe em
relação a rua nova brejal pertencer ao são Caetano ou alto do peru, ele diz que
essa informação é falsa a rua nova Brejal faz parte do bairro Largo do Tanque,
foi os novos moradores que começaram a dizer que a brejal era parte desses
bairros.
Rosa * (nome fictício)
Moradora da brejal há vinte quatro anos. Rosa
conta que sua casa fica localizada na ladeira da brejal, quando eu vim morar
aqui só tinha dois moradores nessa parte da brejal, aqui antes das casas eram
utilizados pelos moradores da parte baixa da brejal como campus de futebol,
aqui era tudo mato, com o passar dos anos aumentou o numero de moradores. Quando
vim morar aqui a Bahia Azul nem tinha chegado nessa parte.
Hoje a ladeira da brejal é asfaltada , iluminada
o transporte nessa região eu considero regular pois temos bastante opções.
Agora o que faz eu pensar em me mudar é a violência
aqui já foi uma rua bem tranquila mas hoje em dia tem ocorrido bastante assalto.
Arquivo
pessoal
Curiosidade:
A travessa Elisia e Vila Elisia que ficam
localizadas na Rua Nova Brejal, ganhou esse nome, pois uma das moradoras antigas
dessa parte da rua Nova Brejal foi reclamar, pois nessa parte da rua não chegava
correspondência, lá foi informada que a Vila/ Travessa precisava ser registrada
ai a moradora registrou e colocou seu nome na rua.
Conseguir
essa informação durante um bate-papo com uma moradora da Travessa Elisia que prefere
não se identificar.
Ao andarmos pelo bairro do São Caetano
percebemos que a região dispõe de barreiras arquitetônicas, assim como as varias
regiões de Salvador.
Assim percebemos que a região não atente o que
esta no artigo 8 do Decreto 5.296 de 02/12/04 que considera acessibilidade
“condição para utilização, com segurança e autonomia,
total ou assistida, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações,
dos serviços de transporte e dos dispositivos, sistemas e meios de comunicação e
informação, por pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida”.
AMARAL, Sharyse Piroupo
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Disponível em http://www.ub.edu/geocrit/b3w-938.htm .Figura 1 –
Localização do bairro de São Caetano / destaque para a via principal.Fonte da base: Prefeitura Municipal de Salvador/SICAD.
Mosaico de Ortofotos, 2006.Adaptado do Projeto Caminho das Águas em Salvador
(PMS/CONDER/UFBA, 2009).


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