sexta-feira, 19 de julho de 2013

Entrevistas



Arquivo pessoal

José Dantas
José morador da Rua Nova brejal à sessenta e sete anos. Dedo como é conhecido na comunidade, chegou na é conhecido na comunidade, chegou na Rua Nova Brejal, como seus pais seu José Cristovão e dona Maria, seu pai era um alagoano e sua mãe uma cearense.
Dedo antes de morar na brejal residia na localidade chamada de São Lourenço que fica próxima a rua nova Brejal.
Dedo relata que quando criança a Rua Nova brejal tinha o nome de Avenida Brejal era uma rua reta sem becos e vielas, atualmente a antiga Avenida Brejal é conhecida como Rua dom Luis de Vasconcelos e foi criada uma nova rua que conhecemos hoje como Rua Nova Brejal.
Na rua passava um grande dique e suas águas eram utilizadas na fabrica de saco de linhagem que ficava localizada no Fiais, atualmente a fabrica encontra-se desativada.
Ao perguntar sobre como era o transporte na região José (Dedo) informa que recorda-se que existiu um bonde que fazia o seguinte roteiro: Passava pela San Martin, Retiro e subia até a Liberdade, nesse momento Dedo lembra que nesse período ainda existia o antigo matadouro de bois, em relação ao bonde ele acredita que era chamado de linha oito o bonde que fazia esse percurso.
Dedo recorda-se com emoção que seu pai José Lorenço teve uma lotação no largo do tanque, (o que conhecemos hoje como topique).
Continuando a falar sobre o largo do tanque José conta que o bairro já foi muito valorizado, já teve cinema assim como o bairro da liberdade (cinema São Jorge). Existia também um grande barracão chamado de Coap onde os moradores da brejal iam vender algumas hortaliças que colhiam na horta que existia no final da rua brejal. Atualmente no local que ficava a Coap é um posto de gasolina.
Após alguns minutos de silencio Dedo volta a falar sobre seu pai, conta que o mesmo trabalhou na empresa Leste Brasileiro, que o seu trabalho era pegar o manganês nos vagões dos trens que ficava localizada na baixa do fiscal e depois levar para o porto na antiga Praça Cairu que conhecemos atualmente como Comércio.
Ao termino da conversa Dedo fala que a rua nova brejal cresceu bastante antes as casas eram de zinco e palha, hoje podemos ver a mudança na estruturas das casas, porém com o crescimento da rua acabou resultando no aumento da violência. E o bairro do largo do tanque no lugar de crescer regrediu não existe um posto de saúde aqui o mais próximo é o da liberdade ou do São Caetano.
Perguntado sobre a duvida que existe em relação a rua nova brejal pertencer ao são Caetano ou alto do peru, ele diz que essa informação é falsa a rua nova Brejal faz parte do bairro Largo do Tanque, foi os novos moradores que começaram a dizer que a brejal era parte desses bairros.

Rosa * (nome fictício)

Moradora da brejal há vinte quatro anos. Rosa conta que sua casa fica localizada na ladeira da brejal, quando eu vim morar aqui só tinha dois moradores nessa parte da brejal, aqui antes das casas eram utilizados pelos moradores da parte baixa da brejal como campus de futebol, aqui era tudo mato, com o passar dos anos aumentou o numero de moradores. Quando vim morar aqui a Bahia Azul nem tinha chegado nessa parte.
Hoje a ladeira da brejal é asfaltada , iluminada o transporte nessa região eu considero regular pois temos bastante opções.
Agora o que faz eu pensar em me mudar é a violência aqui já foi uma rua bem tranquila  mas hoje em dia tem ocorrido bastante assalto.


Arquivo pessoal

Curiosidade:
A travessa Elisia e Vila Elisia que ficam localizadas na Rua Nova Brejal, ganhou esse nome, pois uma das moradoras antigas dessa parte da rua Nova Brejal foi reclamar, pois nessa parte da rua não chegava correspondência, lá foi informada que a Vila/ Travessa precisava ser registrada ai a moradora registrou e colocou seu nome na rua.
 Conseguir essa informação durante um bate-papo com uma moradora da Travessa Elisia que prefere não se identificar.


Ao andarmos pelo bairro do São Caetano percebemos que a região dispõe de barreiras arquitetônicas, assim como as varias regiões de Salvador.
Assim percebemos que a região não atente o que esta no artigo 8 do Decreto 5.296 de 02/12/04 que considera acessibilidade
“condição para utilização, com segurança e autonomia, total ou assistida, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, dos serviços de transporte e dos dispositivos, sistemas e meios de comunicação e informação, por pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida”.


AMARAL, Sharyse Piroupo do. História do negro no Brasil / Sharyse Piroupo do Amaral. – Brasília: Ministério da Educação. Secretária de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade; Salvador: Centro de Estudos Afro Orientais, 2011.
Disponível:http://www.ceao.ufba.br/livrosevideos/pdf/Elementos%20pretextuais%20-%20UAB%202%20com%20ISBN.pdf. Acessado: 11 de maio de 2013.

BAHIA, Melissa Santos. Responsabilidade social e diversidade nas organizações: contratando pessoas com deficiência. Rio de Janeiro, Qualitymark, 2006.

BORGES, Jafé. Salavdor era assim II. Organização Jafé borges. Salvador: Instituto Geografico e Histórico da Bahia, 2001.

DOREA, Luiz Eduardo. História de salvador nos nomes das suas ruas/Luiz Eduardo Dorea;(Projeto Grafico:Alana Gonçalves e Gabriela Nascimento;Revisão:Tanis de Aragão Bezerra,Magel Castilho de Carvalho).- Salvador:EDUFBA,2006.450p.:il.mais anexo.-(Coleção Bahia de Todos).

LEAL, Geraldo da Costa. Perfis urbanos da Bahia: os bondes,a demolição da sé, o utebol e os galleges. Salavdor: Grafica santa Helena, 2002.

LOPES, Rodrigo Freitas. Nos Currais do Matadouro Público: O Abastecimento de Carne Verde em Salvador no século XIX (1830-1873). 2009 157 f. Dissertação (História da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas)- Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2009. Disponível: http://www.ppgh.ufba.br/IMG/pdf/Dissertacao_final.pdf.Acessado: 09 de maio de 2013.

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VASCONCELOS, Pedro de Almeida. Salvador: transformações e permanencias ( 1549/1999). Ilheus: Editus, 2002.


Jornais:

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Disponível: http://pt.wikipedia.org/wiki/Alto_do_Peru. Acessado em 11 de maio de 2013

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Disponível<http://umolharsobresaocaetano.blogspot.com.br/2009/06/comosurgiu-o-sao-caetano.html> Acessado em 11 de maio de 2013.

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Disponível:< http://www.brasil-turismo.com/historia.htm>.Acessado em 13 de maio de 2013.

Disponível em http://www.ub.edu/geocrit/b3w-938.htm .Figura 1 – Localização do bairro de São Caetano / destaque para a via principal.Fonte da base: Prefeitura Municipal de Salvador/SICAD. Mosaico de Ortofotos, 2006.Adaptado do Projeto Caminho das Águas em Salvador (PMS/CONDER/UFBA, 2009).




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